De onde vem o problema de acústica das construções civis brasileiras

Data e Hora  artigo publicado em 04/12/2012

Não há dúvidas de que a norma de desempenho, NBR 15.575, certamente provocará uma revolução no conforto acústico das unidades habitacionais no Brasil. Conforto este, que sempre pareceu esquecido pelos empreendedores, em razão da falta de uma regulamentação devida.
Mas de onde vem o problema de acústica das construções civis brasileiras?

Por volta de 1970, iniciou-se um movimento de racionalização da construção civil. Nesta época, com o objetivo de acompanhar os avanços tecnológicos na construção civil, as estruturas começaram a ficar mais leves, as paredes menos espessas e as janelas e portas, mais finas. O que ocorreu foi um processo de diminuição do peso final das estruturas, com o intuito de economizar. Por consequência, o conforto acústico foi muito afetado; principalmente, pela ausência de uma lei que regulamentasse a questão.

Para que o leitor entenda, o isolamento acústico, em breves palavras, funciona pela lei de massas; ou seja, menos ruídos são transmitidos quanto mais densa e pesada for uma laje, uma parede, uma porta ou uma janela.

Na década de 1990, a situação se agravou, atingindo o seu cúmulo com a popular “laje zero”; onde as lajes dos empreendimentos possuíam meros 7 cm de espessura, sem contrapiso. O resultado não poderia ser outro, os apartamentos se tornaram caixas de ressonância, pondo em risco a qualidade acústica e a tranquilidade de quem residia nestes locais. 

Diante da entrada em vigor da Norma de Desempenho, toda a máquina da construção civil brasileira será reorientada, passando por uma conscientização que visa colaborar para uma quebra de paradigma na forma como se constroi no país. Obviamente, não vamos retroceder e construir como fazíamos há 40 anos. Faz-se necessário apenas a utilização das tecnologias que  já estão no mercado. Por exemplo, no caso das paredes, se elas forem de drywall, quase sempre com 10 cm de espessura, é possível a adoção de soluções de isolamento acústico tais como lã de vidro; e lã de rocha; entre as duas placas de gesso cartonado.

A Norma também vai acabar por extinguir o hábito de se fazer lajes de concreto com espessura menor de 10 cm.

As janelas com duas folhas de alumínio e apenas uma de vidro, cujo desempenho acústico é lamentável também estão com os dias contados. A partir da implementação da norma, serão necessários, no mínimo, duas folhas de vidro. Já no caso das portas, a adequação necessária levará em conta que elas são um dos elementos mais importantes; no que tange ao desempenho acústico de cada ambiente.


No final das contas, as mudanças acabarão por oferecer uma defesa ao consumidor, que não espera apenas um valor acessível; mas também uma resposta direta, no que se refere à qualidade dos empreendimentos. A NBR 15.575 proporcionará isto. 

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