Denúncias derivadas da poluição sonora, é a terceira no ranking do disque denúncias

Data e Hora  artigo publicado em 05/03/2013

Quando se fala em poluição sonora, as pessoas associam a um gênero de menor importância no quesito da qualidade de vida. Segundo o especialista em Gestão ambiental André Trigueira, isto é um erro, pois a exposição constante a ruídos é inclusive tipificada como crime pela legislação brasileira para acima de 50 decibeis durante o dia e 40 a noite, dependendo do zoneamento, compromete diretamente a saúde do morador.  Esta exposição constante ao ruído abala sistema nervoso e neurológico agravando ainda doenças como hipertanção. 

O assunto é tão sério que no Rio de Janeiro e em grandes metrópoles, as reclamações por conta do barulho em excesso representam o 3º lugar no ranking dos disque-denúncias. O 1º é tráfico de drogas, o 2º é violência doméstica e o 3º é poluição sonora. Em 10 anos o disque-denúncia do Rio de Janeiro já recebeu mais de 50 mil denúncias associadas  a poluição sonora, envolvendo  especialmente casas noturnas, festas, carros de som, obras, dentre outros.

 

A MELHOR SOLUÇÃO É PLANEJAR

Para quem mora nestas zonas de ruído intenso, este inconveniente é acentuado por deficiências no sistema construtivo da edificação, que não oferece o isolamento acústico adequado.

Quem concorda com esta preocupação do mercado é a mestre em física e especialista em acústica, Renata Eick, que desenvolve projetos e laudos acústicos para a Acital. De acordo com ela, as principais soluções acústicas devem ser previstas no projeto do empreendimento. “Nós fazemos uma análise do projeto levando em consideração vários fatores, entre eles o ambiente do entorno, a proximidade da rua e de outros prédios”, explica.

 

SOLUÇÃO PARA PROBLEMAS ACÚSTICOS DE EDIFICAÇÕES

Foi publicada recentemente a Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais 15.575. A partir de julho deste ano empresas relacionadas à construção civil terão que se adequar as normas atingindo os níveis de ruído mínimo, médio ou superior estabelecidos. O principal fiscal para a exigência e consequentemente a garantia de um conforto acústico dentro dos parâmetros legais será o consumidor.

É responsabilidade de quem projeta, incorpora e constrói atender o que a Norma estabelece. O consumidor que comprar um apartamento ou casa cujo projeto tenha sido protocolado em prefeitura seis meses após a entrada em vigor da Norma poderá exigir o integral cumprimento dela (amparado pelo Código de Defesa do Consumidor).

Os memoriais descritivos devem dar evidências de que as normas de projeto foram seguidas, e os produtos especificados nos memoriais devem ser especificados quanto ao desempenho, não mais com nome de marca e modelo. O desempenho especificado deve permitir que se busque o fornecedor que demonstre atender a esse desempenho.

 

COMO PROJETISTAS, INCORPORADORES E CONSTRUTORES PODEM SE ADEQUAR? 

 Para se adequar à novas normas, agregar valor ao empreendimento e evitar dores de cabeça com possíveis  processos, é aconselhável que projetistas, incorporadores e construtores busquem especialistas em acústica para fazer um projeto global da edificação para atender os diversos requisitos de acústica. Neste caso o especialista já especifica os sistemas e materiais por desempenho. 

Outra maneira é buscar produtos que tenham laudos que comprovem o desempenho. Segundo o engenheiro Rafael Schmitt, que desenvolve produtos acústicos na Acital, em Blumenau, “no sul do Brasil...a procura por projetos ainda é baixa se comparado ao sudeste onde a preocupação é maior.

 

 

 

Fonte: http://www.vibranews.com.br/index.php?id=290
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