Novo material reduz ruídos em prédios

Data e Hora  artigo publicado em 07/07/2010

  Foto: Daniel Zimmermann/Mundi Editora

                                                                                              Fotografia: Daniel Zimmermann

 Quem mora em apartamento certamente já deve ter se incomodado com o barulhinho do andar de salto alto da vizinha de cima. Os problemas serão minimizados a partir de 12 novembros, quando começam a valer as novas regras de desempenho da construção, publicados no dia 12 de maio. A Norma Brasileira de Desempenho de Edifícios (NBR 15575) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) vai regular a diminuição de ruídos entre os apartamentos, a melhoria da temperatura interna, a iluminação e a segurança estrutural.

A norma vale para edifícios de até cinco pavimentos, mas de acordo com o responsável pelo departamento de engenharia da Acital Isolamentos Térmicos e Acústicos, Victor Zimmermann Junior, é válido para qualquer tamanho de edifício. “Os construtores estão preocupados com o que diz a norma, mas pode ser aplicado para prédios maiores”, garante.

No final de maio, a Acital lançou no mercado uma mola que diminui o ruído. “O produto está em conformidade com a norma, que proporciona o nível 54 dB”, assinala, lembrando que a pesquisa foi realizada por um engenheiro cientista que levou um ano para desenvolver o projeto inspirado no mercado da Europa. “Para ter o nível de 54 dB é preciso ter uma laje maciça de 63 centímetros, já com a manta EcoSilenzio basta 12 centímetros e o resultado é extraordinário”, ressalta.

Ele explica que primeiro se aplica a manta EcoSilenzio, depois o contrapiso e por último o piso de acabamento. “Nós orientamos os trabalhadores da construção civil de como deve ser aplicado a manta”, destaca. “O Brasil carece de conceitos corretos, produtos qualificados e vendedores técnicos que entendem o que vendem”, acrescenta.

 Norma

 A nova regra contempla pontos como vida útil mínima para a estrutura, pisos, paredes, cobertura e sistemas hidrossanitários, bem como necessidades de desempenho térmico, acústico, lumínico, durabilidade e segurança. Critérios de desempenho, como análise crítica de projetos, ensaios laboratoriais e inspeções podem ser avaliados de várias formas. Além disso, a norma esclarece o papel de cada agente para a obtenção do desempenho da habitação ao longo da vida útil, como projetistas, incorporadores, construtores, fabricantes de materiais e sistemas construtivos e os próprios usuários são co-responsáveis pela durabilidade da moradia.

O consumidor terá direito a comprar um imóvel que atenda requisitos de comportamento em uso dos edifícios, com respeito a itens relacionados à segurança, habitabilidade e sustentabilidade. Na prática, se pretende que as construções fiquem menos expostas a problemas estruturais, tenha maior conforto acústico e térmico, mais proteção contra incêndio e sejam fáceis de receber operações de manutenção. A norma também visa estimular a inovação tecnológica e a sustentabilidade no mercado da construção, reforçando o principal objetivo da construção do imóvel, que é atender as necessidades de conforto e segurança do morador.

A intenção é melhorar o desempenho, mas as regras não serão fiscalizadas por entidades da construção civil. Elas se tornarão referência em disputas judiciais e em discussões entre moradores, imobiliárias e construtoras, além de serem um diferencial de qualidade na hora da venda.


Fonte: Folha de Blumenau

 

 

 

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