Revestimento acústico inflamável já foi o vilão de outras tragédias similares a de Santa Maria

Data e Hora  artigo publicado em 01/02/2013

Segundo Autoridades IBAPE-RS (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícia de Engenharia do Rio Grande do Sul) o revestimento acústico da boate não era apropriado e amplificou a propagação do fogo.

Caso o revestimento acústico fosse com material não propagante, as vítimas que morreram pela inalação de gases tóxicos teriam mais chances de sobreviver ao incêndio.

Em 2004, 194 pessoas foram vítimas de catástrofe nas mesmas proporções, quando, durante um show, um rojão atingiu o forro que tinha supostamente um isolante acústico, mas era feito de material inflamável. O fato ocorreu na  Boate República Cromañon, em Buenos Aires, na Argentina.

Segundo o Prof. M. Sc. Victor Zimmermann Júnior,  a tragédia poderia ter sido evitada com a instalação de espumas acústicas que não propagam chama ou incombustíveis.

Existem 3 (três) tipos diferentes de espumas oferecidas ao mercado como “tratamento acústico”:

1 – Espumas de poliuretanos convencionais, planas ou não com desenho conhecido como “casca de ovo” (base poliéter e poliéster) que são combustíveis, pois não possuem qualquer tratamento retardante à chama. Suas utilizações mais comumente são: em mercado de móveis, colchões, e também utilizada em aplicações acústicas por empresas não profissionais.

2 – Espumas de poliuretano utilizadas na linha Sonex, Flexonic, Roc, possuem aditivos retardantes à chama em sua formulação, que reduzem a velocidade de propagação do fogo, conforme ensaios de Laboratório.

3 – Espuma SONEX illtec (melanina): é a melhor alternativa quando há preocupação com a flamabilidade, pois atende aos requisitos máximos de segurança de acordo com a Norma Técnica dos Bombeiros e a Norma ABNT NBR 9442/1986 - Classe A II. Ela é classificada como INCOMBUSTÍVEL, emitindo baixíssimo índice de fumaça não tóxica (conforme laudos do IPT de flamabilidade e densidade ótica de fumaça) sendo o revestimento seguro para qualquer ambiente.

No Brasil é costume comprar assim, materiais de menor custo sem levar em conta desempenho, segurança, dentre outros requisitos. A verdade é que existem produtos profissionais e não profissionais, este último geralmente é o mais barato que pode tornar-se caro ao longo do comportamento em uso, quando solicitado por requisitos específicos que minimizem riscos, explica Victor Zimmermann.

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