Tempos Modernos

Data e Hora  artigo publicado em 21/07/2009

A necessidade de redução de custos e aumento de produtividade, são algumas fontes de inspiração para desenvolvimento de novas tecnologias. Esse avanço tecnológico vem tornando a vida nos centros urbanos mais dinâmicas, porém caóticas. 

A necessidade de redução de custos e aumento de produtividade, nos dias atuais, são algumas fontes de inspiração para desenvolvimento de novas tecnologias. Esse avanço tecnológico vem tornando a vida nos centros urbanos mais dinâmicas, porém caóticas. Esse caos é sentido com o crescente número de carros particulares, que tornam o trânsito complicado, número de obras viárias e de construção civil e em alguns casos aumento do trafego aéreo particular através do uso de helicópteros. Dentro dos ambientes de trabalhos diversas são as fontes de ruído que vão de aparelhos eletrônicos variados e conversas em voz alta, até uso de materiais de construção e acabamento mais baratos que pouco ajudam no isolamento sonoro do ambiente.

Essa modernidade tem causado uma elevação dos níveis de ruído ao que o ser humano está exposto. A exposição prolongada a níveis de ruído elevados reflete diretamente sobre a saúde do ser humano. Dentre algumas conseqüências desta exposição pode-se citar, dentre outras, aumento de estresse, taquicardia, irritabilidade e dificuldade de concentração.

Nossas moradas, sejam casas ou apartamentos, são locais destinados ao convívio familiar e ao descanso físico e mental, um "refugio do caos urbano". Porém, tem-se observado que o uso de materiais e técnicas modernas nas novas construções visam simplesmente reduzir custos. As novas tecnologias do setor de construção civil possibilitam edificar prédios mais leves e tão ou mais resistentes que os antigos. No entanto, essas novas tecnologias primam pela qualidade estrutural em detrimento da qualidade acústica, o que torna nossos "refúgios do caos urbanos" vulneráveis a perturbações sonoras de vários tipos, como ruídos de transito, tráfego aéreo, obras viárias e de construção civil, eletrodomésticos diversos, falta de isolamento entre ambientes adjacentes ou ruídos de impacto, o conhecido problema do "vizinho do andar de cima".

Atualmente, além da posição solar, área útil do imóvel e sua vista, o desempenho acústico é um dos critérios utilizados para se verificar a qualidade de um imóvel. De uma forma geral, o imóvel deve atender a três condições básicas para garantir bem-estar e conforto acústico aos usuários, que são o isolamento do ruído externo, que visa manter o ambiente protegido dos diversos ruídos urbanos, o isolamento do ruído de entre pisos e paredes internas, que visa garantir a privacidade nos vários cômodos do imóvel, e o nível de ruído transmitido por impacto e vibrações, associado ao incômodo causado tanto pelo escoamento turbulento dos encanamentos de água e esgoto, como pelo "andar", ou outro tipo de impacto, no piso do andar superior.

Ao contrário do que se imagina, soluções acústicas não são tão caras nem trabalhosas, quando bem pensadas e previstas ainda na fase de projeto. Segundo a literatura, adaptações no imóvel para corrigir problemas acústicos, após a construção, pode custar até 100% do valor investido devido a complexidade de adaptar a estrutura existente e a substituição de materiais.

Neste sentido, é recomendável que o projeto de um edifício ou uma casa, deve contar com uma equipe composta por engenheiros, arquitetos e especialistas em acústica. Cabe ao último, além do projeto acústico, determinar que materiais e soluções serão capazes de atender às exigências do projeto com menor custo.

Em face disso, a interação entre estes profissionais é imprescindível para a realização de projetos que valorizem o bem-estar e a qualidade de vida.

Fonte: Vitor Litwinczik engenheiro mecânico com doutorado em Acústica.

 

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